Revolução da Alma - Jesus Cristo e as Manifestações pelo Mundo


O ser humano gira em torno de sua própria história, e apesar disso parece não aprender com ela como solucionar os problemas mais graves da sua vida. Ao falar das manifestações que tem ocorrido pelo Brasil, na maioria das vezes olhamos para os "sistemas", sejam políticos, culturais, religiosos, comerciais. 

Enxergamos a parte estrutural daquilo que projetamos e que é, na verdade, reflexo da nossa própria imagem. Poucos de nós pensam no que nos leva estabelecer regras, políticas e culturas. Afinal, será que na realidade não protestamos contra nós mesmos?

Antes de continuar gostaria que o amigo leitor(a) assistisse o clipe emocionante da música Tell Me Why, da banda P.O.D (uma das minhas preferidas), o qual demonstra com certa fidelidade a abordagem que pretendo dar a nossa reflexão (não deixe de ver). Volto em seguida:


 Diga-me o porquê! É a pergunta que fica, isso vale para nossos protestos nas cidades do Brasil, que não se resumem a uma simples tarifa de transporte, aumento de salário ou condenação de políticos corruptos. Vale para as guerras que perseguem a humanidade dês de quando nos entendemos por "gente"! Por trás de tudo está a nossa própria conduta. Aquilo que entendemos acerca do ser humano é o que determina os acontecimentos sociais e deles o fruto que colhemos. Mas então, por que lutamos? Para se adaptar ao curso das necessidades impostas por nós mesmos?

Lançando olhar sobre o maior revolucionário de todos os tempos, Jesus Cristo, percebo que o motivo de nossos protestos diz respeito ao próprio humano. Os judeus esperavam um rei que portaria espada, no fim de instaurar um poder onde o povo de Israel fosse supremo. A força braçal que aguardavam, no entanto, não existiu. No lugar dela surgiu um ensino que pôs a prova todo o conceito de religiosidade e adoração à Deus em sua época. 

As ferramentas utilizadas pelo Cristo foram exemplos de amor, perdão, honestidade e justiça. Suficientes para contradizer os "políticos" daquela geração. Jesus revolucionou mais do que os sistemas políticos. Ele revolucionou a origem dos sistemas, o próprio ser humano! Isso não foi resultado de um discurso resumido às ruas, portando faixas e "caras pintadas", apenas, mas o exemplo diário de uma vida impecável.

Não seremos impecáveis como foi o Cristo, mas podemos seguir seus passos em ser exemplo de melhoria para os demais. Talvez essa deva ser a nossa maior faixa. Se há algum sentido em protestar contra o que não queremos, talvez, o maior deles se consuma na vida de quem protesta. Mas infelizmente não é isso o que a história nos mostra. O que estiver fora dessa condição é hipocrisia. Dê-lhe poder ao homem e verás seu verdadeiro caráter!

Na música do clipe acima uma pergunta chama a minha atenção: "por que devemos matar pelo que achamos ser o certo?" Nessa frase a palavra -- matar -- demonstra muito mais do que alguns imaginam. Não é uma questão poética, apenas, diz respeito a prática que faz sangrar, literalmente, muitos que por acreditar num ideal sacrificaram suas vidas. 

A diferença, talvez, entre nós revolucionários das "ruas" e o Cristo, também das ruas, é que seu confronto não tinha como alvo os governos, muito menos sistemas partidários, mas a concepção universal de que -- ser -- humanidade é -- não ser -- a animalidade a qual alguns "barbudos e bonecas pensantes" pregam, mas ter a compreensão de onde  viemos, quem somos, por que somos e para onde devemos ir. Consequentemente, que tal compreensão não é possível sem haver respeito ao próximo como a si mesmo.

Se é possível resumir o que é decorrente de nossas políticas, diria eu: da ignorância humana em não compreender a si mesmo, especialmente diferenciando o discurso da prática! 

Sejamos por esse motivo, antes de tudo, revolucionários da própria vida. Lado a quem mais precisa, quer na alegria ou tristeza, riqueza ou pobreza, não por interesse, mas por amor àquele que é semelhante. 

Prontos para ouvir, acolher e compreender. Nisso não há compatibilidade com a corrupção, exploração e ganancias. Não há qualquer religiosidade, mas apenas humanidade. Se existe, porém, alguma dificuldade em compreender isso, talvez o motivo seja porque a animalidade já tomou conta do seu entendimento...

Abraço e até a próxima...

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