A Verdade Sobre a Indústria Pornô - Parte 02


O texto abaixo é uma continuação. Para ler a primeira parte, clique AQUI.

O engano é comum em todo o processo de preparação. Alguns de nós contraímos HIV como resultado desse engano grosseiro. O ator pornô Darren James se lembra de seu pesadelo de testes positivos de HIV em 2004: “Foi como um golpe no estômago”, disse James. “A vida era muito mais bonita.”

O Departamento de Saúde Pública de Los Angeles (DSPLA), em Setembro de 2009, publicou relatórios surpreendentes de 2.396 casos de clamídia, 1.389 casos de gonorreia e cinco casos de sífilis entre artistas pornôs. Entre 2004 e 2008, repetidas infecções foram relatadas por 25,5% dos indivíduos. Também foi relatado que a prevalência de clamídia e gonorreia em artistas pornô é dez vezes maior em Los Angeles entre os contados com a idade de 20 a 24 anos e cinco vezes maior na Cidade de Los Angeles, entre as maiores populações de risco.

No topo disso, 25 casos de HIV foram relatados pela Adult Industry Medical Healthcare Foundation (AIM), desde 2004. AIM é a clínica médica da indústria adulta que oferece serviços de testes e cuidados médicos exclusivos a estrelas da pornografia. Devido à falta de clínicas de testes para os talentos das telas, as infecções retais, orais e um nível elevado de doenças persistem entre atores pornôs. 

Além de ser coagidas, enganadas e repetidamente expostas a doenças incuráveis e potencialmente fatais, muitas mulheres experimentam graves prejuízos nas partes internas do corpo. A ex-atriz pornô Kami Andrews confessa que ama o dinheiro e o glamour do pornô, mas o que ela não gosta é o fato de que não está sendo capaz de defecar normalmente. [...]

O trato intestinal é apenas o início de extremos danos corporais graves causados por atos anais. 

A experiência de muitas mulheres é com outras doenças médicas, tais como prolapso do reto, uma condição terrível em que as paredes do reto se projetam para fora do ânus e, consequentemente, tornam-se visíveis fora do corpo. Eventualmente, o dano torna-se permanente – para o prazer da torcida de pornógrafos bestiais que têm criado uma maneira de transformar essa condição inominável em um “fetiche”.

Quando as estrelas pornôs terminam um dia e vão para casa com machucados e o corpo sangrando, algumas de nós fazem uma tentativa de ter um relacionamento saudável e normal, mas nosso namoradinho cafetão fica com ciúmes e abusa fisicamente de nós. Então, em lugar disso, nos casamos com nossos diretores pornôs ou regredimos de volta à infância e ficamos com os titios de 60 anos de idade. Eu preferia os titios porque desesperadamente queria o amor e a atenção do meu pai. Jenna Jameson, Jill Kelly, Rita Faltoyano e Tera Patrick preferiram se casar dentro da indústria pornô e agora são todas vítimas do que a estrela pornô Tera Patrick chama de “maldição da pornografia”. Ela afirma em seu livro sobre o divórcio: “Eu não queria ser outra estatística do pornô.”

Estrelas pornô não apenas não são boas esposas, mas nós miseravelmente falhamos como mães também. Gritamos, gritamos e batemos em nossos filhos sem nenhum motivo. Na maioria das vezes, estamos intoxicadas ou “altas”, e nossos pequenos de quatro anos de idade são os que recolhem nosso corpo sem vida que está largado no chão.

Quando nossos clientes com muitos dólares vêm até nós para ser entretidos por nossos truques, trancamos nossos filhos em seus quartos e dizemos-lhes para ficarem quietos. Eu costumava dar à minha filha de quatro anos um bip e a fazia esperar no parque até que eu tivesse acabado. Para aquelas de nós que somos casadas, o papai não se importa de ser a babá das crianças enquanto estamos em nosso trabalho, que é ser penetradas por vários artistas do sexo masculino. Claro que não, nossos maridos narcisistas só se preocupam com o dinheiro do pornô.

A verdade é que não há fantasias na pornografia. É tudo uma ilusão

Um olhar de perto e mais atento nas cenas da dura realidade da vida de uma estrela pornô vai lhe mostrar um ato que a indústria pornô não quer que você veja

A verdade é que nós, atrizes pornôs, queremos acabar com a vergonha de nossa vida e o trauma da bilheteria, mas não podemos fazer isso sozinhas. Precisamos de vocês homens para lutar por nossa liberdade e nos devolver nossa honra. Precisamos de vocês para nos manter em seus braços fortes, enquanto soluçamos em lágrimas sobre nossas feridas profundas e imploramos a cura. Queremos que você jogue fora nossos filmes e nos ajude a juntar os fragmentos quebrados de nossa vida. Precisamos de você para orar por nós, para que Deus ouça e repare nossa vida arruinada.
Não acredito na grande fantasia do Topo. Pornografia é nada mais do que sexo falso, contusões e mentiras em vídeo. Confie em mim, eu sei.


Fonte: ClosetFull

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Anônimo
23 de setembro de 2014 21:26

Muito esclarecedor

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Anônimo
6 de março de 2015 19:09

Os 15 MB de R$ 0,99 gastos com visitas ao xvideos não serão as mesmas.

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Denise
17 de outubro de 2016 18:00

Claro que não há fantasias na pornografia. Claro que se submeter a sexo dessa categoria é a pior situação que uma mulher deve se submeter. Claro que a indústria fornece esse tipo de pornô para pessoas que consumem esse tipo de pornô. Contudo, não podemos misturar todas as coisas. Todas as sintonias.
Sexo é energia e troca dela. Sexo é afeto e troca dele. Sem esses ingredientes sexo é apenas pornografia e prostituição.
Agora quando olhamos com afeto e carinho a quem nos entregamos e a quem trocamos experiências, muitas experiências ditas "sujas" ou "renegadas" podem sim ter seu lugar. Creio que até o sexo comum se torna nocivo quando é feito para explorar, humilhar, denegrir e ofender o outro. Sexo é um pacto com o prazer e com a boa energia.

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21 de outubro de 2016 08:13

Olá Denise!

Obrigado por seu comentário.

Você está certa ao colocar o sexo na sua função correta: como uma relação que é para ser boa, prazerosa e consensual.

O texto não "demoniza" o sexo. O texto revela os bastidores da indústria pornográfica, onde o sexo é uma FICÇÃO.

O texto pretende mostrar que é com base na FICÇÃO que muitos se inspiram, e por isso, incentivam e praticam coisas que, na vida real, onde deve existir afeto, respeito, cumplicidade, interesse, desejo, isso não existe, e quando existe, é sob as mesmas condições da pornografia. Ou seja; de violência, humilhação, submissão, egoísmo, etc.

Abraço.

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Anônimo
21 de outubro de 2016 08:36

Adorei o Feedback. Veja uma revista que se pretende séria precisa dar retorno aos seus leitores. Enfim, não vejo modo demonização a matéria, mas tendenciosa, como se as pessoas não tivessem córtex pré-frontal ( Lê-se raciocínio) não é difícil chegar à conclusão que pornografia é apenas para um escape ou, se me permitem, tirar "umazinha" rapidinho, mas que não tem nada a ver com afeto e carinho. Continuo no meu posicionamento Quem entra no mundo do sexo pago, entra por dinheiro e sabe os riscos que corre. Não sou moralista e nem feminista. Apenas não defendo a ideia dos fracos e ingênuos. Abraços. Obrigada pelo retorno.

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