Manifestação de Cristãos em Brasília é Boicotada pela Imprensa




Acima, foto dos das milhares de pessoas em frente ao Congresso Nacional, manifestando opinião em favor da família tradicional, contra o aborto e o casamento gay.

A Manifestação em Brasília que reuniu cerca de 70.000 pessoas (dados da PM depois das 17:00h) em plena quarta feira, dia 05/06/2013, nos revela fatos preocupantes sobre a política e mídia brasileira. Nos mostra que existe um aparelhamento ideológico influenciando (para não dizer controlando) poderosamente órgãos públicos e privados, de modo a fazer com que sejam divulgados apenas os fatos que atendem determinados interesses. A democracia e liberdade de opinião nesses casos estão ameaçadas. A única coisa que resta para que sejam eliminadas de uma vez por todas é a criação de leis "especiais" que dará direitos a uns e não a outros. Veja mais uma foto da manifestação:

   
Antes de qualquer posicionamento acerca de assuntos controversos, cabe a nós o direito de expressão para que a própria controvérsia venha a tona, e só então sejam tomadas decisões. Mas como exercer um juízo crítico numa sociedade em que a mídia está aparelhada (ONGs e autarquias também) por ideologias que não dão voz para todos os grupos, apesar de pregar a "diversidade"? Essa deve ser a nossa maior preocupação antes de qualquer assunto, isto é: a liberdade de SER e se expressar.

Leia abaixo o comentário do jornalista Reinaldo Azevedo (Revista VEJA) sobre a manifestação de ontem em Brasília que foi -- boicotada -- pela imprensa dominante:

"Milhares de cristãos tomaram o gramado em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira. A manifestação conta com o apoio de diversas denominações, inclusive de correntes católicas. Às 17h30, os organizadores do evento anunciavam a presença de 70 mil pessoas; a Polícia Militar do Distrito Federal estimava em 40 mil. Que outra força consegue reunir tanta gente num dia útil? Não sei. O que espanta, no entanto, não é isso, não. A exemplo do que aconteceu com a Marcha para Jesus, no Rio, no último dia 25 (que pode ter levado até 500 mil pessoas às ruas), também a manifestação de hoje foi editorialmente ignorada pela grande imprensa. Qualquer protesto de meia dúzia de gatos-pingados merece muito mais espaço.

Há uma clara manifestação de arrogância em relação às opiniões e às convicções de milhões de brasileiros, ali representados por muitos milhares. Parece que se parte do seguinte princípio: “Se eu não noticio, então não existe”. A mera comparação pode ser devastadora para aqueles que dizem seguir um jornalismo isento e independente. Todos os protestos contra o Marco Feliciano, por exemplo, que reuniam, muitas vezes, não mais do que duas ou três dezenas de pessoas, mereceram ampla cobertura da imprensa. Até as manifestações de pura truculência às portas de templos religiosos em que ele pregaria ganharam ampla visibilidade.

Os que discordam do ponto de vista dos evangélicos podem achar que esse é, sim, um bom caminho. Afinal, como consideram “reacionária” a pauta daqueles cristãos, acham correto que a imprensa abra mão de seu papel, que é noticiar o que sabe, o que apura e o que vê. Trata-se de um engano fatal, amigo! Amanhã, essa mesma imprensa pode ignorar algum outro assunto que você considera fundamental porque está fora da sua (dela) agenda.

É claro que sempre se pode adotar o paradigma Luís Roberto Barroso (sim, ainda falarei de sua sabatina): imprensa boa e isenta é aquela que pensa o que pensamos; imprensa ruim e parcial é aquela da qual discordamos…"

 A fonte para o texto do Reinaldo Azevedo você encontra na Veja Online

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