A Preocupação da Globo com Manifestações - Cultura em Transformação?


A Rede Globo tem se preocupado nos últimos anos, especialmente nas últimas semanas em que manifestações tomaram conta do Brasil, com uma onda de protestos contra ela. Cresce no país a rejeição dessa emissora, por motivos de conteúdo político e moral. Para alguns, o despertamento da população na tomada de consciência política tem feito o povo enxergar o quanto é manipulado pelas informações da mídia, lavando-o a se voltar, também, contra os veículos de comunicação, sendo a TV Globo o principal. Será?

Penso que sim! Não há revolução política sem que existam mudanças significativas na forma do povo pensar. Uma grande questão que fica "no ar" é se tal mudança ocorre devido ao maior acesso a educação ou facilidade na propagação de informações (curtas e de rápido acesso) paralelas com o advento notável das redes sociais/ internet. Bom, esse não será o nosso foco no momento, deixarei reservado para outro post. Pensemos, no entanto, como a consequência dessas duas possibilidades estão ajudando a transformar a cultura brasileira. Afinal, o que a mídia, especialmente a TV Globo tem a ver com os protestos?

Ora, TUDO! A política brasileira está profundamente atrelada a gerência (sim, gerência!) da mídia sobre a sociedade, e isso diz respeito aos interesses de grandes empresas/empresários. É impossível, por exemplo, falar da Rede Globo sem mencionar o documentário "Muito Além do Cidadão Kane", publicado também aqui no Opinião Crítica anos atrás. Um filme real que apresenta de modo chocante a história e ferramentas de influência utilizadas pela Rede Globo, chegando a ser proibido de ser transmitido ou divulgado no Brasil em 1993, dado as suas graves acusações. Se você quer saber mais sobre como a mídia influencia nas decisões políticas, especialmente a Rede Globo no Brasil, não poderá deixar de ver esse filme. Para acessar o texto onde ele esta disponível clique AQUI.

É verdade que não se trata apenas da Globo, outras emissoras são também manipuladoras quando querem, parecendo verdadeiras cópias da grande "mandatária" e sendo também alvos de protestos. Mas nada se compara ao levante que é movido contra a Globo, face a sua descarada manipulação de informações. Os cartazes, dizeres e imagens que circulam nos protestos e redes sociais deixam bem claro o grande alvo. Abaixo uma imagem de manifestantes que protestavam na frente da emissora:

Enquanto isso na rede social Facebook circula uma imagem que representa muito bem a mensagem e o entendimento dessa nova geração de pessoas que decidem não ser mais "produtos" culturais da mídia. Fazendo alusão a um domínio da TV Globo (o que acredito representar a mídia de modo geral) sobre o pensamento e comportamento dos brasileiros, a imagem mostra um homem retirando o símbolo da emissora da frente da Bandeira Brasileira, resgatando a imagem que traz com ela a frase "Ordem e Progresso". Seria isso, portanto, uma representação fiel do do que vem acontecendo? Veja:
É louvável tais iniciativas, protestos e conscientizações. Porém quero ressaltar que mais importante ainda é a compreensão de que no Congresso, Parlamento, Câmaras e Órgãos públicos estão o resultado daquilo que somos enquanto sujeitos culturais. Numa sociedade em que a "idiotização" da reflexão, discurso e pensamentos é a grade principal nas programações de emissoras de TV E rádios, não podemos esperar muito de políticas inteligentes e honestas para com as verdadeiras necessidades da população. Somos o resultado daquilo que temos na capacidade de pensar, limitando essa função, por omitir verdades suficientes para nos dar pontos de vista diferentes, seremos sempre o resultado do que -- eles -- querem de nós. Graças aos "pioneiros da liberdade", no entanto, temos a oportunidade para dizer não aos limites:

...do futebol; ("pão e circo")

...do carnaval; ("pão e circo")

...das novelas; ("pão e circo")

...do consumismo; ("modelagem")

...do ideal de poder/exploração; ("modelagem")

...da artificialização humana ("modelagem")

... de toda alienação cultural vendida diariamente por esses canais de comunicação, precisando serem admitidas como forma de lei através de políticos produzidos exatamente para favorecerem tais interesses. Precisamos, portanto, discernir a relação político-partidária das emissoras influenciando a política, e não olhar apenas os políticos como agentes individuais de um quadro administrativo. Eles são, sim, responsáveis, mas nós fomos/somos igualmente culpados quando decidimos colocá-los para governar através do voto. 

Que a conscientização e mudança para um Brasil melhor comece, antes de tudo, na sala de nossas casas!

Se você concorda, compartilhe e ajude fazendo com que outras pessoas tenham a mesma oportunidade de reflexão que você.

Abraço e até a próxima...

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