As Inquietações que Movem o Mundo




As inquietações humanas são em parte motivadas pelo desejo de conferir “sentido” a sua existência. Não saber a razão de sua própria vida ou das coisas que lhe cercam, certamente lhe trará alguma dificuldade em lidar com algumas situações. Isso, no entanto, não é nada regrado, conhecer o “sentido” das coisas é aplicar a própria subjetividade aos objetos, criando, a partir daí, uma dinâmica entre o Eu e o Mundo, onde as possibilidades de acontecimentos é o que caracterizam nossas diferenças de vida.


Vemos um tipo de pensamento, o que nega a existência de um “sentido” para a vida além do que lhe atribuímos, ou seja, o que existe por si só nas coisas que nos cerca, na fala de alguns céticos, os que se propõem a acreditar que a existência não é nada mais que o resultado de uma interação ocasional de partículas, no entanto, vejo aí uma clara contradição, pois ao tratar de questionar o “sentido”, a organização, ordem claramente percebida na existência/universo, tem-se, por natureza da ação, a construção de um sentido que atenda as necessidades do autor, isto é, mudou-se apenas o ângulo de argumentação, mas o sentido continua existindo implícito no próprio ato de questionar. Em outras palavras, é impossível fugir dele uma vez que se está pensando!


O valor dado a existência, seus significados, representações, apontam não só uma capacidade estritamente humana, mas um propósito. É possível dizer que na criação das sociedades, sua organização e regras, estão embutidos os MOTIVOS HUMANOS, estes que afetam toda a natureza e são responsáveis pela “dinâmica da vida”, fazendo de tudo a nossa volta “refém” dos valores atribuídos ao objeto/mundo. Neste sentido, diria eu, que a dinâmica do mundo não é provocada pela simples capacidade humana de pensar, mas sim pelo fato de que pensando, o humano tem nisso condições de se perceber na existência. É por essa percepção que lhe obriga a compreender que tem início as inquietações. A negação da inquietação nos leva a “animalidade”, sua consideração, porém, conduz à humanidade...


Abraço e até a próxima...

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