Wanderlei cria Polêmica e Vítor Belfort diz: O dia dele vai chegar!

Wanderlei Silva discutindo com Vítor Belfort sobre a decisão do confronto!

Neste último dia 06/05 tivemos o sétimo episódio do The Ultimate Fighter Brasil, com a polêmica luta Gasparzinho vs Rony Jason pela disputa da última vaga nas semifinais dos pesos-pena. Os dois lutadores são velhos amigos, conhecidos dês da infância, além de terem morados juntos por dois anos são companheiros de treino na Academia Team Nogueira. A polêmica se instalou depois que a equipe verde, comandada por Vítor Belfort, tendo o poder de escolha da luta anterior feita entre Wolverine e Vina, deixou restar como última opção do próximo confronto da categoria a luta entre os dois amigos, Gasparzinho e Jason, travada neste último domingo e vencida por Rony Jason por finalização. A grande polêmica é; será certo colocar dois amigos para lutar? Vítor Belfort tendo o poder de escolha agiu errado ao deixar que dois amigos se enfrentassem?

Entre os lutadores as opiniões são divididas, muitos dizem que aceitariam a luta apenas em caso de final ou disputa de cinturão, outros nem sob essas condições aceitariam e alguns não veem qualquer problema. Nas palavras de Wanderlei Silva lutar com um amigo é o mesmo que bater no próprio rosto, enquanto para Vítor não passa de um trabalho como qualquer outro. Quem tem mais razão?

Gasparzinho perde a luta para seu amigo e sofre um estiramento no braço direito!
Compartilho a opinião de Vítor Belfort, pois é a “visão” que a meu ver reflete um entendimento do MMA como um esporte, e não como briga. Aliás, não entendo como alguém pode defender o MMA como um esporte “para todos” e ao mesmo tempo não aceitar que amigos possam se enfrentar. Ora, onde esta a lógica nisso? A única justificativa seria se ao invés de uma competição esportiva de artes marciais, ocorresse uma briga de rua em nome da violência e do ódio. Desconheço nos ensinamentos das artes marciais, pelo menos as que pratiquei (Karate e Taekwondo) esse tipo de atitude. Pelo contrário, enfrentar um oponente sendo ele amigo, desde que por esporte, é motivo de orgulho onde o respeito se demonstra dando o melhor de suas capacidades, por julgar que ele é merecedor do seu melhor. 

É simplesmente incoerente para os que desejam tornar o MMA um esporte nacional, aceitável e familiar, dizer que dois amigos não podem lutar, pois se a luta não se baseia no profissionalismo e respeito ao seu adversário, significa então que devemos valorizar os competidores que se odeiam e são inimigos declarados? Se uma das mais honrosas demonstrações de esportividade está na “reverência” entre os atletas depois da luta, não seria ainda mais honrado saber que isso parte de dois grandes amigos que sabem separar o profissional do emocional? Tenham como exemplo o caso de Frank Mir e Roy Nelson.

Os argumentos de Vítor demonstram bem o entendimento de um atleta que procurar enxergar e divulgar o MMA como um verdadeiro esporte. Tirar as impressões negativas do antigo Vale-Tudo e dizer que para haver competitividade não é preciso odiar seu adversário, tê-lo como inimigo ou coisa parecida, é preciso apenas ser profissional...

Wanderlei Silva por outro lado deixa evidente seu atraso em relação a essa modalidade, não só no entendimento político da coisa, mas também como atleta, pois vem demonstrando um comportamento ofensivo, impaciente, desrespeitoso e, portanto, incompatível com qualquer imagem do que venha ser chamado esporte. Será essa a esportividade que ele visa demonstrar no UFC147? As palavras dirigidas a Vítor na discussão que provocou após a luta falam por si mesmas e, de uma coisa tenho absoluta certeza; não contribui para a divulgação positiva do esporte.

Admiro os dois lutadores, Wanderlei Silva e Vítor Belfort são grandes nomes do MMA mundial, mas como profissional e técnico tenho que confessar; Vítor está dando de 05 x 01 no Wanderlei, literalmente, não só nos resultados das lutas, mas também como técnico e representante de um esporte, e não de brigas...

Abraço e até a próxima...

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