Sexo, Prazer por Prazer - A Prática em Busca de um Ideal!


Nunca se ouviu falar tanto de sexo como ultimamente. As práticas sexuais deixaram de serem elementos apenenas de uma relação conjugal ou, no mínimo, amorosa entre um casal apaixonado. Sexo é uma moeda de troca onde nem sempre o dinheiro é a grande motivação. A diferença de séculos antes para a atualidade é que tende a ser “legalizado/aceito” e tido como natural no seio “familiar” essa compreensão. Se antes pagar pela prática do sexo era algo imoral ou indigno para pessoas “de família”, atualmente essa compreensão ganha outra forma, literalmente...


Alguns barbudos pensantes dizem que a prática sexual é nada mais que uma troca de prazeres entre dois indivíduos, visando apenas atender suas necessidades instintivas, ora, qual é o problema nisso? Resumindo nosso pensamento a essa compreensão, aparentemente não há problema algum, certo? Mas, é possível dizer que o sexo é algo mais do que simplesmente prazer? E se entendido como um prazer em si mesmo, não seria natural pagar para tê-lo?

Um minuto para pensar...  

Pensei;

- A cultura não é um modelo de ideal, mas sim uma referência a ele!

Quando olhamos para o que o humano entende acerca dele mesmo e o que foi capaz de construir durante sua história é possível responder essas e outras perguntas facilmente. Não apenas o sexo, como qualquer outro comportamento humano é dotado de “sentido”. Suas motivações, causas e consequências apontam para o que nós interpretamos da vida. Não reproduzimos no comportamento impulsos instintivos, diferente dos animais, somos capazes de avaliar nossa própria conduta e por meio disso estabelecer normais de convívio individual e social, ou seja, a moral! O que isso significa? Que todo comportamento humano, independente de quais forem, apontam para motivos, sendo esses motivos exatamente o que nos dá condições de avaliar se o modo como conduzimos nossas vidas é ou não o melhor, o ideal. Podemos então concluir que nós, humanos, não reproduzimos impulsos instintivos, mas sim motivações instintivas. O sexo, portanto, entendido sob esse ponto de vista, pode ser tanto um prazer em si mesmo, como uma motivação por algo a mais... PORÉM, a pergunta que devemos fazer agora “amplia” essa compreensão, a questão é; o sexo praticado como um prazer em si mesmo é o modelo ideal de satisfação? Opa, opa, (risos), a questão agora exige muito mais de nossa “cachola pensante” não é mesmo?


Dirão mais uma vez os pensadores barbudos, “o que é melhor para uns não é o melhor para outros”, certamente essa seria uma “verdade universal” se não vivêssemos numa sociedade em que a globalização determinasse padrões, entendimentos e comportamento. Mas o que isso tem haver? “Elementar meu caro Watson”, se cada povo, comunidade, tribo e nação, tivesse para si aquilo que entende ser o melhor, não seria isso o suficiente para estabelecer os próprios valores, condutas e se manter imune a outras culturas? Mas se por outro lado esses mesmos povos abrem mãos de sua cultura e princípios para aderir a outra “visão” de mundo, tornando-se praticamente iguais, isso não reflete um entendimento que visa satisfazer necessidades maiores daquilo que tem aprendido ao longo do tempo? Não é exatamente esse o motivo pelo qual todas as culturas passam por transformações? A busca por um ideal de vida? E se buscam, é porque aquilo que experimentam não é o suficiente para lhes dar segurança de uma vida ideal. Ou seja, todos buscam o seu melhor, porém, o melhor de cada um tende a ser o melhor para todos!

Contrariamos então, também, os argumentos de muitos desses barbudos ao dizer que culturas antigas, costumes, etc, servem para nós atualmente como um modelo do que deveria ser “normal” ou “aceitável”, simplesmente por já ter sido praticado por nossos antepassados. Ora, a concepção de uma busca constante por um modelo ideal de vida, transformação cultural e moral típicos e espontâneos em todos os povos, é a prova cabal de que: 

...nenhuma prática que tenha sido um costume em determinada época é por si mesma um registro válido de aceitação ou ideal daquele povo, antes fora, talvez, apenas a forma de expressar uma interpretação da vida restrita ao seu ambiente, apontando para o que devera ser o melhor.

Isso responde a última pergunta, pois se o sexo praticado como um prazer em si mesmo fosse o modelo ideal de satisfação, não haveriam se desenvolvidos relacionamentos afetivos, nós estaríamos satisfeitos apenas com a prática sexual e reprodução por si só e todas as culturas em que o sexo fosse praticado dessa forma estariam até hoje imutáveis.

Entender uma relação sexual apenas como uma satisfação de prazer é possível, praticá-lo apenas por isso, também é possível, no entanto, quando pensamos se esse é ou não o modelo ideal de satisfação pessoal, posso concluir que não apenas não é o ideal, como passa a ser, na verdade, uma maneira limitada e primitiva de entender prazer.

Abraço e até a próxima...

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