QUANDO O RELACIONAMENTO VIRA CONVENIÊNCIA!


Bons relacionamentos são aqueles que se mantém com base num sentimento de cuidado, amor e importância para com a vida da outra pessoa, mas isso nem sempre é uma verdade na vida de alguns casais. Muitos vivem uma relação de conveniências, tendo um ao outro, não por um vínculo amoroso, mas por interesses particulares e até más compreensões culturais.

Nem sempre o relacionamento começa por interesses, geralmente ele surge quando os sentimentos não são mais suficientes para sustentar a relação. Nestes casos, a convivência, o diálogo e muitas vezes até o sexo se tornam meros “figurantes” numa relação que se mantém apenas por convencionalidades. Dentre essas, está a financeira! Homens são capazes de “segurar” um “casamento” apenas para não fazer partilha de bens. Mulheres são capazes de suportar frustrações e até humilhações também pelo mesmo motivo. Mesmo que a união não seja em regime de partilha, mas sabendo que a ruptura fará perder a companhia de alguém que lhe proporciona privilégios. Mas afinal, vale a pena?

Primeiramente, quando pensamos em “VALOR”, no sentido de ganho, lucro, começamos pensando errado. Sentimentos não devem ser associados a valor ou quantificado, mas avaliados se verdadeiros, percebidos, existentes ou não. Em outras palavras, isso significa que se numa relação o sentimento de cuidado, amor e respeito deixam de existir, automaticamente todo o resto deixa de valer a pena, simplesmente porque este “resto de privilégios" nunca poderá fazer o papel dos sentimentos, substituindo-os, irá ocupar um lugar que atende parte de suas necessidades, mas aquelas que dão sentido a busca por uma vida, uma felicidade cada vez maior, só com a vivência de sentimentos. Ora, isso não tem haver com a outra pessoa, necessariamente, mas principalmente com você, porque a coerência que tem consigo mesmo(a), desejos, sentimentos, necessidades como um todo, é o que determinará o tipo de vida que lhe trará felicidade ou não.

Penso que é um erro quando julgamos nossos sentimentos a medida de bens e conforto material, pois nenhuma dessas coisas são, de fato, suficientes para nos trazer a felicidade plena, aquela que transpassa um simples momento de prazer material em poder, por exemplo, desfrutar de uma cobertura com vistas para o mar, pois do que adianta desfrutar dessa vista sem ter ao seu lado alguém que possa partilhar esse momento? É possível fazer autossuficientes para a vida, o conforto e regalias materiais, DESconsiderando as necessidades do coração?

Penso também que parte dessa insegurança em tomar uma atitude diferente no relacionamento, embora se tenha consciência da necessidade, além de ser um comportamento produzido por valores sociais quase restritos aos benefícios materiais, é também consequência de autoafirmação.  Isso acontece quando vivemos um relacionamento onde as expectativas que geramos foram depositadas na vida do outro, APENAS, e não em si mesmo, também. Consequentemente, você esquece de “fazer a sua vida”, de buscar para si meios de tornar possível seguir um outro caminho caso haja necessidade, caindo também numa rotina, uma "zona de conforto" emocional que mesmo sob frustrações e infinitos descontentamentos, dá a você uma sensação de "porto seguro" nos momentos de angústia. Este porto seguro, cada um tem o seu, pode ser a bebida, ombro de uma amiga(o) paciente, um shopping, os filhos, a vaidade e até a traição! Quando o "círco pega fogo" você corre para ele e descarrega suas mágoas, estou certo?

Outro ponto que merece destaque é a convencionalidade de “conceitos” equivocados acerca de sentimentos por conta de uma cultura. Por exemplo, tem-se a ideia cada vez maior de que a falta de sentimentos ou a sua deficiência é sinônimo de separação, quando, na verdade, poderia ser de restauração e correção de valores, condutas, entendimentos entre o casal. É mais fácil separar do que tratar o relacionamento. Romper ao invés de rever. Desistir ao invés de cuidar! Essa nova “visão” é uma consequência de uma sociedade artificializada, que trata os relacionamentos humanos, a pessoa humana, cada vez mais como um produto, lado a uma correria eufórica por conquistas, sucesso, uma felicidade imediata...  Cuidar então exige tempo, paciência, crítica pessoal, e por isso, muitos optam em ser mais rápidos em descartar logo ao invés de consertar o que esta errado. Isso criará uma sequência de relacionamentos frustrantes, levando a pessoa muitas vezes a desacreditar no amor, e até na felicidade...

Finalmente, penso que a única relação de convencionalidade que precisamos e devemos buscar, é a que nos coloca como pessoa movida por necessidades sociais e principalmente emocionais em primeiro lugar. Isto é, como um todo inssolúvel, pois se a felicidade e o amor são sentimentos plenos, cabe aqueles que desejam encontrá-los viver plenamente, sendo coerentes consigo mesmo.

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