O Retrato da Consciência Divina na Fuga de si Mesmo!


Você foge todos os dias, de si mesmo! Encarar mudanças nos estudos, no trabalho, nos outros, no trajeto, nos relacionamentos, muitas vezes é difícil, certo? Imagine então encarar mudanças em seu próprio caráter? A fuga do eu é maior que a do mundo.


Vivemos numa sociedade que prega a “diversidade”, o respeito às diferenças, a paz, o amor, a igualdade, esses são ideais a muito buscados pelo homem, mas até que ponto estamos dispostos a ser honestos, capazes de anular por um momento, se preciso, nossos conceitos, ensinamentos, impressões, para saber ouvir o outro e, não apenas isso, compreendê-lo em seus motivos, razões, limitações, e ser, de fato, humano?

Você foge todos os dias de si mesmo! Quando seus conceitos montam barreiras à outras “verdades”. A de que talvez sinta falta de algo, além do ter, mas ser, enxergar a vida com um sentido maior que suas próprias ideias. Talvez, você apenas fuja de si mesmo para não perceber que a vida rodeada de cores não passa de uma pintura onde sonhos e ideais são meras aquisições de uma mente “importada” do caos, e o importador é você...

Mudar a visão de mundo de outros não é fácil, para não dizer impossível, porém, mais difícil ainda é mudar a nossa própria visão, pois não encaramos, quase nunca queremos admitir em nós a consciência do “estar errado”. Preferimos pintar a vida de cores, montar sobre ela arco-íris postiço, jogar confetes e externar “energias positivas”, mesmo quando por dentro tudo é negativo, podre.... Finalmente, fugindo do quê? 

Você foge de sua crítica pessoal, aquela que mesmo sem ninguém para lhe apontar o dedo, está te acusando todos os dias, a cada vez que faz algo impróprio à sua natureza. Alguns dizem que este crítico sem nome se esconde na cultura, nos valores criados. Outros dizem que não apenas já nasce com você, como é o responsável por mudar a visão de mundo das pessoas, fazendo da cultura não um fator determinante, mas influente, que está sujeito as suas próprias críticas.

A diferença entre nós está em saber ouvir este crítico pessoal, aparentemente sem nome. Podemos chamá-lo de bom senso, razão, consciência, escolha você o nome preferido, eu, porém, prefiro chamá-lo de Deus.

Você foge todos os dias de si mesmo, não porque seja um deus em evolução encarando imperfeições, mas porque sendo a semelhança de um Deus perfeito, tem, em sua natureza, a consciência do que é bom para sua vida e a capacidade de julgar a si mesmo, ainda que o meio lhe influencie, a exemplo do que está fazendo agora, ao ler esse texto e pensando...

No fundo, sabemos quando precisamos mudar e o que mudar, a questão é; você quer mudar? E querendo, terá coragem? Enquanto não tiver essa coragem, ou a humildade em ouvir esse crítico pessoal sem nome (sem nome?), você andará assim, como senhor ou senhora de seu destino, pensando “grande”, escolhendo ser alguém, chamando sua falta de rumo de "aventura", apenas para conforto pessoal, dizendo ser livre, quando na verdade seja, talvez, apenas uma imagem, um pensamento, perfil numa rede social, uma frase popular, um sorriso, uma máscara modelada pelo ego, que para se sustentar precisa continuar fugindo!


Abraço e até a próxima...

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3 de abril de 2012 14:19

Will... passei gostei do título e imaginava um bom testo. Mas me surpreendi, o texto é brilhante.
A essência desta busca por nós, muitas vezes morre na falta de coragem de agir... e mudar!
Para aceitar todas as diversidades que nos rodeiam, precisamos sim aceitar a diversidade que existe em nós, e isto não é fácil, porque nossa diversidade sempre anda na contra maré da sociedade...
Será que um dia vamos conseguir?
Beijo no coração

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4 de abril de 2012 08:08

Oi Valéria, parabéns por seus blogs, textos excelentes, indico!

Destaco que mais do que a diversidade em nós, a capacidade crítica de sí mesmo é um fator responsável para nos apontar as mudanças necessárias em nosso comportamento e valores.

Escrevi isso, porque achamos que para mudar algo, ou alguém, é preciso falar, falar, apontar o dedo, acusar, acusar, quando, na verdade, cada um em sua própria consciência já tem noção do que esta errado em sua vida. A questão é justamente ter a honestidade e coragem para aceitar a mudança. Alguns não aceitam, e vivem fugindo de sí mesmos, pintando máscaras, levando a vida "do jeito que ela é"...

Abraço.

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