A VERDADE SOBRE O CASO MARISA LOBO - UMA NOTA DE REPÚDIO!




O caso da Psicóloga Marisa Lobo, que foi recentemente notificada pelo Conselho Federal de Psicologia sob o risco de ter seu registro cassado, não se trata de perseguição religiosa pelo fato de expor sua fé, falar de Deus, da bíblia, mas de uma ditadura ideológica promovida pelo ativismo político em nome do movimento LGBT, contra todos que usando de convicções científicas, filosóficas ou religiosas, possuem uma perspectiva diferente da que foi estabelecida como "politicamente correta". Veja o comentário dela no vídeo abaixo:




Veja também a nota oficial da Psicóloga Marisa Lobo entregue ao CRP de sua região no dia  24/02/2012, clicando AQUI!

Por que o Conselho vem agora confrontar a postura ética de Marisa Lobo, apenas por falar sobre Deus em ambiente pessoal e se declarar uma Psicóloga Cristã, ou seja, quando não está exercendo sua profissão? Simples, ela expõe publicamente a concepção de que a homossexualidade não possui origem biológica, mas que se trata de uma orientação sexual passível de mudança, como um comportamento.

Este é o seu pensamento, porém, o Conselho não o reconhece como sendo algo particular, direito inalienável ao exercício da livre consciência e tentou, por isso, vetar a liberdade dessa Psicóloga em expor suas ideias, mesmo fora do seu exercício profissional. Alega-se, principalmente, que tal acusação trata da divulgação de uma tal "Psicologia Cristã". Todavia, em nenhum momento Marisa Lobo afirmou praticar essa  abordagem (que existe nos Estados Unidos), visto que no Brasil ela não é reconhecida. 

Portanto, a afirmação de ser uma Psicóloga cristã não é o mesmo que "Psicologia Cristã". Não se refere a uma prática profissional, mas sim a uma declaração pública de fé, e só!

Além disso, ela como evangélica e seguidora dos escritos bíblicos, também expõem que segundo a bíblia a homossexualidade é um comportamento classificado como pecado. Porém, mais uma vez, o Conselho parece não reconhecer seu direito à liberdade de crença e associa às convicções religiosas de Marisa ao seu exercício profissional, julgando que sua prática profissional está comprometida por sua concepção religiosa.

Todavia, o que parece é que a notificação do Conselho não é por conta dos posicionamentos religiosos de Marisa, apenas, mas por ela ir de encontro aos interesses políticos do movimento LGBT, quando ela usando da sua particularidade nas redes sociais, artigos, entrevistas, se posiciona contra a implementação do “Kit-Gay”, da PL122, a Ideologia de Gênero nas escolas e a intolerância dos grupos que não admitem um entendimento contrário às suas concepções. 

Isso bastou para que fosse constantemente xingada nas páginas da internet e consequentemente denunciada ao CRP da sua região, por estes que se intitulam pró-“diversidade”, sob a acusação de “homofobia”. Veja na imagem abaixo o motivo da primeira convocação para prestar "explicações" ao CRP:



O lado religioso da Psicóloga e escritora, na verdade, está servindo de viés para a acusação de antiprofissionalismo. 

Uma vez que não é possível acusá-la por sua crença, apenas, a alternativa que resta possível de obter algum resultado é formalizar acusação de exercício indevido da profissão, por falta de ética profissional, ao supostamente “impor” opiniões religiosas aos seus pacientes, o que segundo a Psicóloga nunca aconteceu. 

Também não existe, segundo Marisa, qualquer denúncia de pacientes que tenham sido coagidos, constrangidos ou manipulados ideologicamente por ela. Mas, pelo contrário, alguns dos seus pacientes/clientes fizeram questão de testemunhar em seu FAVOR.

A justificativa do Conselho para a proibição de manifestações públicas dos profissionais de Psicologia - com liberdade crítica - acerca da homossexualidade, se deve ao fato desta ter sido retirada do CID 10, não sendo mais considerada uma patologia/doença, conforme cita o Conselho Federal de Psicologia em seu posicionamento oficial:

A Resolução do CFP nº 001/99 referenda a posição internacional frente ao tema, pois em 1993, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do rol de doenças e patologias da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID 10).” (Ver nota completa aqui)

Ora, mesmo que não seja considerada uma doença patológica/mental, a homossexualidade é comportamento e, como tal, está sujeita à investigação científica, estudos, hipóteses levantadas pelos profissionais da área, a saber; Psicologia, Psicanálise, Psiquiatria especificamente, como estão todas as expressões comportamentais e sexuais humanas, ou não? 

Por qual razão, portanto, a homossexualidade não pode ser estudada à luz da ciência para fins da sua melhor compreensão? Qual é o receio que tem os ideólogos da ideologia de gênero com profissionais que pretendem formar opinião com base em conhecimentos científicos, filosóficos e/ou de caráter ético/moral?

Se o princípio mais elementar do "fazer ciência" é a sua "falseabilidade", os profissionais sensatos, honestos intelectualmente e pautados exclusivamente pela ética profissional, deveriam respeitar toda iniciativa que visa por meio desse princípio abordar um tema, seja ele qual for, questionando ou confirmando.

A não inclusão dessa orientação sexual na CID 10 não significa que a homossexualidade como expressão da sexualidade humana seja Inquestionável, imune à críticas, (a própria decisão em 1971-73 da APA e 1993 da OMS, foram e ainda continuam sendo motivo de intensos debates, visto que não se trata de um dogma religioso, mas do posicionamento de uma ciência que está em constante aprimoramento) sob o ponto de vista comportamental, ético, filosófico e biológico. 

O sadismo, por exemplo, não é considerado uma doença, mas é um comportamento plenamente questionável, porque entendemos que existem limites, onde além disso se torna prejudicial não apenas para a sociedade, como para o próprio sujeito. Por isso existem classificações para diferentes tipos de sadismo, julgados convenientes ou inconvenientes, segundo o que entendemos ser saudável. 

Isto só é possível porque falamos de COMPORTAMENTO e toda complexidade que o cerca, desenvolvimento afetivo, personalidade, moralidade, que não precisam ser, de fato, considerados doença para serem avaliados ou mesmo questionados, se preciso.

A homossexualidade, portanto, é um dos casos típicos do comportamento sexual humano, uma vez que não existe qualquer comprovação de que não seja um fenômeno comportamental. Se é comportamento, portanto, está sujeito, sim, a estudos e abordagens psicológicas, biológicas, filosóficas, éticas/morais, sociológicas e também religiosas, uma vez que a religião faz parte do escopo social humano, desde que cada avaliação esteja fundamentada em sua própria área de conhecimento e não se misture com as demais.

No entanto, é essa liberdade de construir e divulgar o próprio conhecimento com base no exercício da livre consciência e pensamento científico acerca de COMPORTAMENTO e MORALIDADE, que alguns Conselhos Profissionais parecem querer vetar dos Psicólogos. Isso é o que dá margem o parágrafo único da resolução Nº001/99:

“Os Psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”

O termo tratamento é amplo e pode ser aplicado a várias circunstâncias, bem como o que pode ser considerado “cura”. 

Será o diálogo por vontade do cliente e consequente mudança no seu comportamento considerado uma forma de cura? Se o “paciente” se ver doente, talvez isto signifique para ele próprio uma espécie de "cura". Mas, se invés disso ele sentir-se apenas esclarecido acerca de como se enxerga e tiver decidido mudar? Parece que não, certo? Ora, a subjetividade do que é "cura" e "tratamento" para o outro nos impede de resumir esse conceito à qualquer terminologia.

É por isso que a Psicologia vai muito além da dicotomia "saúde-doença", razão pela qual é correto dizer que um Psicólogo NÃO CURA absolutamente nada. O acolhimento terapêutico possui uma proposta muito mais ampla do que qualquer reducionismo herdado do modelo biomédico.

"Eventos e serviços" da forma exposta no parágrafo tende a ser totalitário, porque também não traduz a natureza desses "eventos e serviços". 

Em outras palavras, se o Psicólogo, por exemplo, sendo também um religioso (direito seu), quiser cooperar num serviço em sua igreja, paróquia, aba, loja (maçônica), etc (ou seja, não como Psicólogo(a), mas sim religioso), que visa o acolhimento espiritual de pessoas aflitas, será considerado transgressor da resolução? Ou será que homossexuais também não padecem aflição espiritual e não possuem o direito de expressar suas próprias crenças religiosas? 

Se entre as pessoas "tratadas espiritualmente" estiverem homossexuais, o Psicólogo(a) na condição de membro da comunidade religiosa não estaria exercendo suas convicções religiosas, de crença, protegidas pela constituição, iguais para todos? É fato que SIM. 

Todavia, o parágrafo único da resolução 001/99, ao não especificar a natureza de "eventos e serviços", deixa margem para que ideólogos exerçam PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA contra os Psicólogos que, vivenciando a natureza religiosa da sua fé, seja dentro de um templo, rede social, palestra, livro publicado ou textos, etc., deixem de professar suas crenças. A manifestação de crença não é só para espaços privados! Ela é ampla e diz respeito também ao ambiente público, garantido pela Constituição. 

Essa é a grande problemática do parágrafo citado. Não é a sua intenção, pois está correta, mas sim a margem de interpretação que ele oferece.

Ainda exemplificando, se este mesmo Psicólogo quiser, por convite ou iniciativa sua, palestrar em eventos, congressos, entrevistas, acerca da sua concepção pessoal sobre a orientação homossexual, de forma que esta contraria o "politicamente correto" ou mesmo algumas concepções acadêmicas, desde que devidamente fundamentado, será um transgressor da ética profissional? Não estaria ele exercendo direito a liberdade intelectual, filosófica e científica, protegida pelo artigo 18 e 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como pela Constituição Federal brasileira, no seu Artigo 5º, conforme abaixo:



"IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"

Para o Conselho que acusou Marisa, parece que não, visto que não souberam diferenciar o posicionamento religioso dela como cidadã, da sua atividade profissional!

Conforme parecer dos fiscais ao final da entrevista, no dia 09/02, eles concluíram o seguinte:


Por fim, o Psicólogo é antes de profissional, pessoa, com direitos e liberdades iguais a de qualquer outro cidadão. Professa fé, opinião, valores, crenças e intuições.

A ética profissional se aplica ao exercício da profissão e isso está exposto no próprio Código de Ética do Psicólogo, bem como em todas as legislações, incluindo a resolução 01/99. Se trata de uma regulamentação que vale para quando estiver atuando, mas não no controle do que este, como indivíduo, pensa acerca de valores, fé e comportamento, muito menos do que é capaz de produzir em conhecimentos científicos através de seus estudos. 

Fica aqui o meu registro de repúdio a toda forma de intimidação e privação das garantias individuais dos profissionais da Psicologia como cidadãos. 

Aos conselhos, que assumam a função de AUTARQUIA, de fato, fiscalizando e regulando o EXERCÍCIO da profissão, sendo entidades PÚBLICAS de administração indireta e, como tal, estando sujeitos ao cumprimento da Constituição Federal.


Obs. Dados e imagens divulgados nesse texto estão disponíveis na própria internet.

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