Profissionais do Sexo, Prostitutas(os) ou Escravos Culturais?


A prostituição atualmente vem ganhando nome e status de profissão, mas será que estamos sendo coerente o suficiente para qualificar essa atividade sexual como profissão? Se analisarmos essa atividade na perspectiva do indivíduo, em sua grande maioria, será que regulamentar a prostituição como profissão seria o mais ideal a fazer? Bom, este texto é uma tentativa de pensar esse conceito na perspectiva do indivíduo e seus anseios. Vejamos.

Diferente do que se divulga a prostituição não é a profissão mais antiga do mundo, pois antes o humano necessitou caçar, plantar e colher. As atividades básicas de subsistência sim, estas são as profissões mais antigas. E também, diferente do que somos levados a imaginar, a prostituição quando "surgiu" não tinha qualquer status de individualidade, mas de exclusão, opressão, ritualismo e escravidão. Relatos de pessoas que se prostituíam "por escolha" de vida são raros (se forem considerados verdadeiros) e dizem respeito mais à nossa época. O termo "prostituição" para alguns estudiosos é até mal empregado, pois o sexo em troca de “elevação espiritual” (ritos de passagem) tinha um caráter religioso, desprovido da intenção puramente sexual em troca de prazer ou dinheiro. Quando não, as prostitutas eram aquelas, ou aqueles, escravos cuidadosamente preparados para exercerem favores políticos e pessoais. Estes até circulavam entre oficiais, intelectuais e governantes, no intuito de lhes conferir status de poder. Em outras palavras, o ato de se prostituir não está relacionado apenas ao sexo, mas ao uso da pessoa em sí com inúmeros objetivos.

A exclusão é outro aspecto marcante da prostituição. Prostitutas eram geralmente mulheres rejeitadas pela sociedade por alguns motivos, dentre eles o religioso, adultério-divórcio, escravidão, perca dos maridos (viúvas), pobreza. Isso não fazia delas prostitutas automaticamente, mas a condição de exclusão dificultando o acesso dessas mulheres ao trabalho, a constituição familiar, participação em atividades comuns da sociedade como um todo, constribuíram significativamente para que fizessem da prostituição um meio de "troca" em favor da subsistência. Vemos nisso um perfeito paralelo com os dias atuais, em que a prostituição continua sendo uma consequência, dentre outros motivos, principalmente da exclusão.   

O sexo também sempre foi associado ao poder, como vimos pouco acima, e como uma mercadoria não podia deixar de ser utilizado para expressar relações de troca; eis um dos motivos da poligamia em diversas culturas. Atualmente a diferença é que a prostituta consegue ter maior individualidade, mas ainda assim os famosos “cafetões” fazem o papel dos senhores da antiguidade. 

Profissionais do sexo? Penso que não, pois profissional é aquele que desenvolve um tipo de atividade que nenhum outro indivíduo possa realizar sem qualificações próprias, fazendo dessa atividade uma prática de habilidades específicas. Isto é, se eu tentar ensinar matemática não conseguirei pois não fui aperfeiçoado a este ensino, mas que diremos do sexo? Acaso não somos todos capacitados a prática? Se não fossemos a própria prática da prostituição não teria sentido. 

Quando penso na regulamentação da prostituição, não vejo a prática como sendo o alvo a ser alcançado pelo Estado, mas sim o humano que julga depender dessa prática para sobreviver. Desse modo já não penso em oferecer ao praticante da prostituição meios de desenvolver melhor a atividade em si, mas de repensar a sua vida e ter condições de enxergar o mundo por vários ângulos, e no final poder responder por convicção própria: é isso o que realmente me faz feliz? Enxergando por esse ângulo é fácil perceber que é muito mais difícil e oneroso tratar a pessoa que se prostitui como um sujeito desejante. Mais "pragmático" (e talvez lucrativo) é viabilizar a sua condição de forma "legal", para que assim, os mesmos senhores da antiguidade, agora na versão moderna e roupagem nova, agentes opressores e excludentes, exercam o velho poder, porém, dessa vez acobertados pelo Estado.

Abraço e até a próxima...

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30 de dezembro de 2014 17:16

Se aonda pega todos os desepregados entrarão nesse Ramo Profissional do Sexo e vejo alem disso Disseminação DST HIV e altos valores de Medicamentos do Ministério da Saude crise da Saude para combate de Epidemias fora os Grandes Gigantes do Pecado que os Dominas contaminando Sacerdote com lodos para se Limpare e consagra Meretriz as Madre de Mulher que soltam Serpentes pela Vagina

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30 de dezembro de 2014 17:23

Prostituição são Criado no Egito servo do Pecado Cleopatra Dominado

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30 de dezembro de 2014 17:40

E improvavel que Deus Desistiu das Pessoas e deu ela para prostituirem sustentarem Familia. ou se aniquilarem e fim da existencia ou modo para sobrevivencia da geração

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