CASAMENTO. CULTURA OU MANDAMENTO DIVINO?


No contexto bíblico, o casamento é mais do que a união de interesses entre duas pessoas. É um projeto de imagem e semelhança da perfeita criação. Mas como vemos esse projeto em evidência nos dias atuais? De que forma entendemos o casamento como um projeto divino? Ou será que o casamento é, na verdade, apenas um conceito social configurado pela cultura?

Ao criar o homem Deus disse “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança  ...E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” Gn 1: 26-27. Essa colocação enfatizada textualmente pela pluralidade “façamos/nossa” remete as três pessoas da trindade num único contexto criador, resultando na espécie humana. O que vemos aqui é que a espécie humana tem atributos semelhantes a Deus em sua constituição, e isso diz respeito também à trindade, por isso a visão tricotômica do homem; corpo, alma e espírito.

Porém, essa formação vai além. Deus não apenas criou uma espécie diferenciada das demais espécies em atributos, mas também em RESPONSABILIDADES, descritas nas passagens:

“E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra...” Gn 1: 28

Essas responsabilidades incluem a formação da família, que se configura por uma união especial entre homem e mulher, descrita claramente na passagem:

E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: essa é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma carne Gn 22-24

A configuração familiar descrita na bíblica, portanto, obedece alguns preceitos, que são eles;

ü      Dois gêneros sexuais distintos; homem e mulher;
ü      A mulher é companheira, adjuntora, criada com um propósito de completar a plenitude da criação lado ao homem (a cereja do bolo! srsr);
ü      A união entre homem e mulher é total, perfeita, harmônica, previamente planejada quando Deus “tomou uma das suas costelas” para criar a mulher;
ü      A união entre homem e mulher é para constituir outra família e perpetuar a espécie sobre a face da terra, por isso “deixará o varão o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher...” Gn 2:24

Os motivos para tais preceitos são simples; equilibro! Nada do que constitui a vida na terra tem a capacidade de por si mesmo entrar em desequilíbrio, apenas o ser humano quando não enxerga ou ignora (mesmo enxergando) os preceitos de Deus. Evidentes que esses preceitos vão além de uma estrutura física e social de gêneros e interesses, atingem os sentimentos, o respeito, o amor verdadeiro que se completa todos os dias. Família e casamento, portanto, não se configura apenas pela presença de homem e mulher, filhos, etc, mas pelo maior sentimento que dá sentido a tudo isso, o amor...

Se um conceito social configurado pela cultura ou não, o fato é que a fórmula descrita na bíblia para o casamento é a que detém toda a lógica e razão de ser, capaz de comprovar ao longo de milênios a certeza de que quando seguidos racionalmente garantimos a formação de uma família segundo a lógica da espécie. Espécie aqui significa ordem genética, afinal, de onde surgem as diferenças individuais e a pluralidade cultural, senão através da geração e expansão familiar?

Mas é possível haver casamento sem formação familiar ou família sem casamento? Esse é um assunto para o próximo capítulo. Deixe a sua opinão abaixo e até a próxima...

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