EDUCAÇÃO SEXUAL OU ORIENTAÇÃO AO SEXO?




Falamos muito da necessidade de educar jovens e crianças a respeito da sexualidade, porém, até que ponto a educação sexual se restringe ao papel informativo ou se torna uma orientação à prática atingindo, portanto, princípios individuais?


Educar é muito mais que a simples transmissão de conhecimentos, informações ou opiniões acerca de algo. Educar é construir um saber capaz de com o conhecimento aprendido produzir juízos de valor. É diferente de uma instrução objetiva acerca de algo, onde a característica está na transmissão técnica de um conhecimento sem a preocupação de induzir a moral daquele que o transmite. O educar, mais que instruir, se preocupa com a formação de um saber crítico mediante a obtenção do conhecimento. Dessa forma a instrução técnica entra como forma de facilitar a produção da crítica.

Compreendendo dessa maneira, podemos pensar que toda educação é obrigatoriamente ética e moral, e aqui temos um grande problema, pois como falar de educação sexual numa sociedade em que os princípios diferem drasticamente? Essa é uma questão que não pretendo responder em poucas linhas, mas serve para elucidar a dificuldade em se estabelecer uma educação não apenas técnica, mas também moral. 

De modo simples e resolutivo, a responsabilidade pela transmissão técnica do conhecimento é na maior parte da escola, possuindo, portanto, o "poder" informativo do conhecimento humano. Por outro lado, o papel de formar conceitos, baseados numa ética e princípios individuais necessários para a definição de personalidade, diz respeito à FAMÍLIA e sua própria cultura.

O mais importante é que o educador tenha essa consciência, de que há uma diferença entre educação sexual moral e informativa, sendo na conduta do indivíduo que vemos o reflexo dessa educação. Em outras palavras, o tipo de comportamento que um jovem possui não é segundo o conhecimento que detém, mas segundo os conceitos que pôde construir e adotar mediante as informações adquiridas. Isto é, uma coisa é ensinar como por uma camisinha, outra é fazer pensar no por quê colocar, além da simples prevenção de doenças. Se devo ou não devo. Se é legal, o ideal ou não. Uma responsabilidade diz respeito à escola e outra a família.

Finalmente a educação sexual que temos hoje no Brasil está muito distante do que realmente deva ser uma educação, seja ela informativa ou moral e, ao que parece, esse problema não será resolvido com facilidade, pois transpassa a formação moral não apenas do educador, mas da própria sociedade em sua conduta ética frente aos problemas humanos.

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Joseane
8 de março de 2010 17:30

Realmente só poderemos ter uma sociedade mais ética e com princípios morais mais verdadeiros quando passarmos a ter um pensamento mais crítico das nossas próprias atitudes. Ótimo texto (como sempre...).
cheiro
Bibita

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