VOCÊ PERDOARIA O ASSASSINO DE SEU FILHO?

Vi nesses dias a polêmica acerca da entrevista do ex-ator da Globo Guilherme de Pádua, que assassinou com 18 golpes de tesoura a Atriz Daniella Perez juntamente com sua ex-mulher Paula Thomaz dada ao apresentador do SBT, Carlos Massa, o Ratinho. Sob críticas de famosos Ratinho levou o ex-ator ao seu programa para entrevistá-lo, aparentemente, acerca de sua vida atual e os motivos do crime que cometeu em 1992.


A entrevista com Guilherme de Pádua, na verdade, foi um verdadeiro interrogatório, claro, curto e objetivo acerca do crime ocorrido há 18 anos. Em nada teve haver com a mudança de vida do ex-ator e sua capacidade de transformação frente ao crime que cometeu. O apresentador Ratinho foi, como explícito na entrevista, incisivo ao trazer de volta os motivos do crime, exigindo, sob insultos de enganação, uma justificativa do ex-ator e agora evangélico convertido Guilherme de Pádua para o crime que cometeu.

Particularmente, fiquei extasiado ao perceber o tom acusatório e depreciativo do apresentador Ratinho ante a um réu que foi condenado, penado e liberto legalmente pela justiça brasileira, ao invés de promover um diálogo que buscasse compreender os motivos e a veracidade de sua mudança, trazendo assim ao público uma entrevista imparcial e realmente valida de preceitos éticos e não simplesmente sensacionalista.

Guilherme de Pádua, por outro lado, afirmou que foi ao programa justamente para explicar o motivo do crime segundo a sua versão, que para ele difere da acusação e seria, segundo ele, a versão que o público não conhece, no entanto o agora evangélico, membro da respeitada Igreja Batista da Lagoinha há 10 anos disse ter recebido dias antes ameaças de processo criminal através do Twitter do apresentador Ratinho, caso mencionasse termos do processo criminal envolvendo a vítima, o que lhe impediria de falar sobre o caso. O apresentador pareceu não ter dado a mínima para este ocorrido e continuou cobrando uma justificativa sob insultos de enganação e fingimento, chegando até a abandonar o convidado no cenário, mostrando claramente seu interesse, ao que pareceu, em apenas um lado da conversação.

Guilherme de Pádua se mostrou tenso e nervoso, típico comportamento traumatizado de um ex-criminoso inflamado por acusações e punições sociais. Sua fala demonstrou muitos tipos de sentimentos, que prefiro não especificar, mas que deixou clara a impressão de um ser atormentado pelo seu passado.

O que isso tem haver com nós mesmos?

Essa entrevista e a repercussão que tomou serviram para mostrar o quanto o ser humano é incapaz de conceber o perdão de modo sincero e acreditar que é, realmente, possível transformar suas vidas. Sim, SUAS VIDAS, porque deixando de acreditar na mudança de outro estamos automaticamente deixando de acreditar em nós, julgando a nós e condenando a nós mesmos, como seres da mesma espécie e sujeitos aos mesmos delitos.

De que vale instituir leis se após o seu cumprimento continuamos a condenar explicitamente? Se não existem ex-condenados, não seria melhor instituir a pena de morte? Para que imputar uma punição se não acreditar na mudança de atitude? Talvez fosse mais coerente seguir a lei de Talião.

Não acredito na mudança do homem pelo próprio homem, mas acredito na mudança do homem por Deus, pois nesse caso quem faz a verdadeira transformação não é o homem com seus próprios meios, mas Deus através de sua misericórdia.

Se eu perdoaria o assassino de meu filho? Certamente num primeiro momento não, mas no decorrer de um trabalho literalmente divino em meu caráter e entendimento, SIM, desde que houvesse verdadeiro arrependimento, confissão e PUNIÇÃO cabível, isso certamente levaria um tempo, mas um dia saberia que sim, pois se não o perdoasse não seria eu mesmo digno de qualquer perdão, afinal todos nós somos assassinos de nós mesmos... o que muda, acredite, são apenas os métodos!

Veja a entrevista completa no Youtube em:Ver entrevista!

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Anônimo
8 de fevereiro de 2012 02:52

O problema desse discurso todo é que indiferente das razões q ele diga ter feito o crime o fato foi q um avida foi tirada e Deus mesmo diz que não devemos tirra a propria vida nem as dos outros com punição de "danação eterna" emuito facil dizer que perdo sem nunca ter perdido um filho e encarad o o assssino de um filho, e uma dor lastimavel e inmensuravel a perda de um filho tanto que não existe nome denominação para tal acontecimento , ou seja quando se perde um pai e uma mãe o que é a ordem natural das coisas nos tornamos orfãos quando perdemos um marido ou a esposa nos tornamos viuvos mas qundo perdemos um filho não existe nome para caracterizar, o fato é somso seres humanos e não perdoamos, o verdadeiro siguinificado da palavra perdão e esquecer qualquer dor q tenham lhe causado e desejar a quem lhe caousou dor tudo de bom q o universo possa oferece-lo porem o ser humano não conhece tal dadiva pos o único que sabe realmente perdoar é Deus o ser humano não é tão puro e casto para ter tal dadiva, então no maximo desculpamos, mas esquecer nunca esqucemos , digam o que quiser mintam o quanto achar necessario, até achar q realmente tal "perdão" foi dado a pessoa pode repetir isso p si mesmo até o mar secar, mas o ser humano herronio é incapaz de perdoar, e pedia a uma mãe que perdoe e veja cara a cara o assassino de seu filho e insanidade, pode até ser que tenha criminossos q se redimam e encontrem seu prumo consigo e com Deus porem é pedir d+ o perdão de suas vitimas tanto as mortas, estrupadas, agredidas ou seja lá o qual dor q tenham causado a elas é por consequencia sua familia. Há toda um adesistrutura familiar quando um ato desses acontesse em sua familia, há varias fases de incomprienção, revolta, raiva de Deus, questionamentos e por fim "aceitção" mesmo q não totalmente compreendido, porem e pedir d+ de pessoas que tiveram todo um dano psicologico é estrutural que perdoem quem quer q seja... E fato q não devemos julgar, fato tbm q todos merecem o perdão de DEUS mas fato maior que devemos compreender tal revolta e tal negação dos pas parentes e amigos a "perdoar" assassinos e etc, fato tbm que arrependimento sincero ainda não é bem entewndido pelos humanos, se não não teriam tantas pessoas que paasam a impresão de arrependimento a todos e por traz faz as mesmas coisas a que foram condenados, o ser humano mente, ele e erronio ele é impuro, e perdoar volto a dizer, é dadiva Divina. O ser humano não perdoa.

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8 de fevereiro de 2012 09:26

Olá Amigo(a) anônimo(a), obrigado pela participação.

Nossa, concordo com você em quase tudo. Sei que é difícil falar sobre esse tema, por isso tentei ser o mais cauteloso possível ao escrever o texto.

Acredite, não quero parecer o "bonzinho", pois quando penso se tal coisa acontecesse comigo, minha primeira reação seria a vingança, certamente matando o agressor pessoalmente, porém este é um primeiro sentimento, e não uma ação consumada, um sentimento que, acredito, seria transformado pelo Espírito que habita em mim, ainda que durasse um bom tempo, mas certamente essa vingança daria lugar à misericórdia.

Ao falar de perdão, falo de uma capacidade que REALMENTE NÃO É HUMANA em nossa atual natureza pecaminosa, mas falo de uma capacidade DADA por Deus, aqueles que VIVEM, ou dizem viver, segundo a sua Vontade. Esta dádiva não limita quem ou quando será perdoado, ela simplesmente existe, pois é proporcionada pelo próprio Espírito de Deus na vida de quem se deixa trabalhar por Ele. Por isso, realmente, nos, por nós mesmos, não perdoaríamos, uma vez que vivemos em pecado, por isso está no texto:

"Não acredito na mudança do homem pelo próprio homem, mas acredito na mudança do homem por Deus, pois nesse caso quem faz a verdadeira transformação não é o homem com seus próprios meios, mas Deus através de sua misericórdia".

Isso vale, tanto para o perdão, como para a transformação de quem se propõe a ser perdoado. O arrependimento pode ser falso? Pode, claro, mas a questão não é a sinceridade DO OUTRO, mas a minha parte como humano (cristão?). Se o outro é falso em sua mudança, certamente ele trará sobre sí outra condenação, pior que a dos humanos, porém essa não sou eu que julgo, mas Deus.

Este perdão não exclui a justiça, pois ela existe para corrigir, desde que aplicada corretamente. Isto é, não é porque perdoamos que excluímos a justiça, pelo contrário, justiça e perdão se completam, por isso também está no texto:

"De que vale instituir leis se após o seu cumprimento continuamos a condenar explicitamente? Se não existem ex-condenados, não seria melhor instituir a pena de morte?"

Abraço.

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