PENSAMENTO SUICIDA. UMA CRÍTICA SOCIAL EM POEMA

 Ventos noturnos rodeiam as dúvidas de uma alma cansada. Sentado numa beirada  a quarenta metros pensamentos viajam em busca da razão. Motivos não parecem suficientes para lhe assegurar o fôlego vital, desiludido respira deprimido em face a planejada hora final;

Filmes cortados e reflexos embaçados, as cenas se repetem nunca deixam de zumbir e ofuscar. Em desespero incontrolável com olhar voltado ao mundo rodeado, como vaga-lumes agitados a vida abaixo parece o ignorar;

O som do monstro mundo na escuridão de pensamentos profundos continua a gritar, ouvidos já cansados estouram a dor e o lamento dos consumidos pela produção em nome de evolução. Passam as horas e suas decepções parecem confirmar o “destino” traçado. O que esperar se no amanhã tudo será o mesmo acrescido de uma velhice inútil e cansada?

No mundo turvo da imaginação opressiva se esconde o clamor por instintiva racionalização. E assim, pendendo as fontes do abismo, uma alma cansada se lança a tentativa de solução. Mas o que buscar da realidade? Só querem lhe drogar, só querem lhe amputar os sonhos, querem lhe dizer o que se deve, se pode, não pode, desista, acorde;

Este eu que já morreu não dá vida ao eu exterior. Vejam no mundo quantos zumbis sorrindo tentando esconder a putrefação do interior. Apegados a sonhos, na luta para reviver, não sabem o que são, apenas como vultos obscuros existem vagando em seus mundos. Fúnebre imaginação;

O que destas horas se mostram são gritos sofridos que pedem “olhem para min, sinto, respiro e tento existir”. Mas o tempo não para e muito temos que correr, para alcançar nossas cobiças, para fazer do EU o senhor da vida. Para ter e ser hipócrita, para viver a mesma morte viva na hora da dor...

Quem são eles? Onde Estão? Em nossos palácios de vidros blindados protegidos contra a invasão dos ignorantes, olhamos com medo. Sentimos receio de encarar a luta em favor da verdade que se abre ao encontro da liberdade e da boa razão;

Quem são eles? De quem eu falo? Dos “incautos” que pela emoção escrava da esperança expressa e agoniza a lógica sem sentidos, e sem padrões estabelecidos, com suor e sangue constroem fundamentos de uma sabedoria surda...  e quase muda.

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