Filme "Conversando com Deus" - Filme cristão? NÃO! Entenda

 

Segundo a perspectiva da teologia cristã, o filme “Conversando com Deus” é uma criação mística que envolve conceitos de uma filosofia positivista e espírita, sendo camuflado com a aparência de cristianismo.

Atualmente, mais do que antes, as filosofias místicas encabeçadas pelo Movimento Nova Era vem assumindo um perfil com aparência científica e cristã. Jesus Cristo, segundo tal percepção, assume uma figura que ao ser exposta como elemento de paz, amor, caridade e humildade, serve para conquistar e confundir muitos que não conhecem a verdadeira mensagem deste que não se colocou como um simples "guia", mestre filosófico ou revolucionário político, mas sim o próprio Deus encarnado na forma humana, a fim de que por meio do seu exclusivo sacrifício tivéssemos de volta o relacionamento direto com Deus e o perdão dos nossos pecados.


O filme Conversando com Deus sintetiza tudo o que vimos no texto Quem somos nós - Uma crítica cristã”, acerca da compreensão mística de que todos nós seríamos deuses.

Com um enredo envolvente, o filme Conversando com Deus explora constantemente o lado emocional humano, buscando através disso desviar o senso crítico em substituição por uma imagem piedosa e sentida com a história do personagem.

Ora, o cristão cauteloso segue o exemplo dos crentes de Bereia (que na verdade não eram crentes... ainda!), que segundo o livro de Atos faziam questão de conferir tudo o que ouviam com as Escrituras Bíblicas. Se assim fizéssemos saberíamos discernir rapidamente as mensagens confusas existentes em muitas dessas produções, a exemplo do filme “Conversando com Deus”.

Nesse filme o personagem principal não é do Deus da bíblia, muito menos Jesus Cristo, mas sim o "homem-deus", ou "deus-homem", que segundo a essência das principais filosofias e doutrinas místicas “existe dentro de você”.

Conversar com Deus na mensagem subliminar do filme significa conversar com você mesmo. Ou seja, com o "deus" que “existe em você”, mas que para isso é necessário “despertar” para essa “verdade” e desenvolver em si mesmo a capacidade de “ouvir” a esse suposto deus interior (você mesmo).

O sucesso ou o fracasso do ser humano depende único e exclusivamente dele aprender ouvir seu íntimo, como diz o personagem: “Concentre-se no que você pensa sobre você”, e é nessa perspectiva que se desenvolve todo o filme, baseado na história do protagonista em através de suas experiências sofríveis, “descobrir” que existe uma fonte de sucesso e luz dentro dele mesmo, pronta para “guiá-lo”, desde que esteja igualmente pronto para ouvir e confiar, afinal: “não há mais segredos”, fazendo alusão ao documentário “O Segredo” (que pressupõe o mesmo conceito de "deus-homem" apresentado no filme).

A filosofia expressa implicitamente no filme reflete a compreensão espírita, hinduísta, teosófica, budista e até mormonista de que o grande segredo supostamente revelado por Jesus Cristo é o de que seríamos deuses (para os mórmons em particular existem outras interpretações).  Evidentemente, não estamos questionando aqui a ideologia ou doutrina dessas religiões, porque esse não é o propósito do texto, mas apenas expondo para a população de maioria cristã o que parece ter sido a intenção dos autores do filme em querer estabelecer uma semelhança doutrinária com o cristianismo, quando ela NÃO EXISTE.

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