Para onde Não Caminha a Humanidade - Filosofia de Bar!


 
É loucura viver do jeito que as coisas parecem ser! Até quando estar afogado na ilusão? Tudo começa com um ideal de felicidade, paz e harmonia, porém, já nascemos chorando e sofrendo as agonias de vir a um mundo que diariamente tenta subsistir entre o equilíbrio e o caos.


Começamos sofrendo pela falta de sensibilidade que muitos pais dispõem para cuidar de seus filhos, e por isso deixam no lixo de seus corações, ou das ruas, o corpo de outra vida. Começamos aprendendo que esta vida é feita muitas vezes de frustrações, ao perder, ceder e desejar o que aprendemos a querer muito, mas não temos, precisando enxergar o sofrimento como percurso necessário por uma ideia de realização sem qualquer garantia, experimentando também o quanto é difícil superar desafios, expectativas, anseios que os outros depositam em nós.

Parece que nossa vida aponta algo, mas que algo é este? Haverá um propósito para a vida na terra, razão pela qual possamos pensar e dizer que é válido viver lutando, sonhando, sofrendo, traindo, sendo frustrado, buscando o algo de cada um?
Não sei bem porque pensar e escrever sobre tais questões, mesmo quanto mal sei se posso prosseguir com uma consideração "aceitável" que lhe dê esperança, mas é verdade também que se não penso nunca poderei um dia julgar válida as minhas tentativas de encontrar também o meu algo para a vida. Compartilhar é apenas um exercício de mim para o silêncio que me escuta, acolhido por uma folha branca que não julga, apenas registra.
Não quero ser uma peça conduzida pelo tempo, achando que sou seu dono quando na verdade sou escravo de uma condição que me impulsiona a viver as expectativas de um mundo, para alguns, sem sentido ou, quem sabe, com um sentido que precisamos encontrar e achar suficiente. Ser dono não é a questão, os significados são valores a serem compreendidos com lógica, eis o grande desafio!

Algum tempo venho filobobando e percebendo que, de fato, como já disse o autor, tudo é vaidade. Para àqueles que se incomodam com uma vida “coisificada” certamente darão atenção a essas palavras. O que busco é exatamente “descoisificar” a vida, ou pelo menos a minha. Isso não é possível para quem não possui consciência "da coisa" que vive, apenas os "desviantes" compreendem, enquanto os demais transformam a coisa em filosofia de vida. Para isso é preciso estar disposto a suspender as travas conceituais que nos impede de pensar sistematicamente acerca do que fazemos, rever nossos valores e ideias. É preciso ter coragem de, se necessário, ir contra a maré.

Olhei para as nossas leis e o que vi não foram medidas que garantem o direito dos indivíduos, mas sanções que preservam o controle das massas e resguardam o poder dos que fazem uso do sistema dito judicial em prol de seus interesses.

Olhei para nossa ética e o que vi não foi a preocupação pela busca de um olhar crítico sobre a moral e o bom senso em respeito a vida na terra, mas o retrato de uma rendição motivada e progressiva da razão humana em benefício do falso prazer e consumismo autoimposto.

Tentei olhar tudo o que vejo, e de tudo o que vi, foram distorções da vida que levam o humano ao estado último de sua decadência: a objetivação do Ser. O que pensar? como encarar essa "evolução", uma realidade sem nome aparentemente incitada por uma causa desconhecida nomeada apenas por seus sintomas?

Há muito nos perguntamos: para onde caminha a humanidade? Difícil explanar este tema em alguns instantes e espaço tão curto, mas podemos pensar naquilo para o qual a humanidade certamente não caminha, e por meio disso, talvez, entender finalmente em qual caminho estamos nesse exato momento.

Até a próxima...

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