Máquina de camisinha nas escolas. Proteção ou perdição?

“O Ministério da Saúde já está inaugurando as primeiras 400 máquinas de camisinha, nas Escolas públicas, segundo o anúncio do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o 7º Congresso Brasileiro de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, em Florianópolis”.

Imagine o que significam 30 camisinhas/preservativos por mês nas mãos de jovens de 12, 14, 15 anos; prevenção ou problemas?
Na tentativa de se mostrar eficiente, o governo toma medidas que não partem da raiz do problema, mas sim, dos galhos de uma “árvore chamada ignorância”, e como macaco de galho em galho esta o poder governamental em busca de sua banana... ops! Melhor, da solução para tais problemas. Exemplo disto é o projeto de lei que visa implantar máquinas de camisinhas em escolas públicas e particulares, disponibilizando-as ao custo de 0,25 centavos a unidade, com meta mensal de 30 camisinhas para cada aluno. Ora, o Brasil atualmente é o maior importador de camisinhas do mundo e, mesmo assim, sabe-se que das mais de 200 milhões de camisinhas importadas por ano, muitos milhares não são utilizadas pelo brasileiro. Porque não tem condições de adquirir, é caro, difícil o acesso?_ Não, porque não tem formação, educação, consciência sexual!

A educação sexual não se constrói distribuindo camisinhas. O problema não é o acesso a camisinha que por sinal, em vários locais como postos de saúde pública e em algumas ONG’s se distribui gratuitamente. É uma problemática de formação ideológica, familiar e pessoal. Não se pode esperar que um jovem de 15 anos tenha a consciência do uso da camisinha só por tê-la em mãos, se este mesmo jovem tem em sua casa uma vida moralmente desorganizada, onde a ausência dos pais e dos valores humanos que prezam o ser em toda sua estrutura psicossocial constitui o maior fator para o desequilíbrio social tanto numa perspectiva pessoal, na hora do ato sexual, como na qualidade das escolas na formação educacional.

De fato a principal dificuldade em se conseguir uma geração consciente de suas atitudes e valores, está em tratar o ser humano como um ser constituído de razão, não de instintos! Na capacidade de enxergar o indivíduo que existe para pensar e compreender os propósitos para qual foi criado. Se as sociedades atuais são o reflexo da razão e do desenvolvimento do SER, certamente estamos enganados quanto ao conceito de evolução, pois qual a razão que traz a própria destruição? Ou pior, que tenta justificá-la? Certamente não é razão, mas ignorância. Isto se evidencia quando preocupados apenas com uma das conseqüências desta ignorância no âmbito sexual, pensamos que distribuindo camisinhas estaremos “protegendo” ou amenizando uma geração de jovens com problemas físicos, familiares, emocionais, sociais, quando na verdade estaremos sendo tão descartáveis quanto a camisinha rasgada, furada, suja, utilizada ou não! É bom que se incentive e facilite o uso do preservativo quando NECESSÁRIO, mas este bem se torna IGNORÂNCIA quando por outro lado esquecemos de VALORIZAR e INCENTIVAR o prazer do sexo livre de preocupações com quem racionalmente se constrói uma vida. Isto é... Com quem se ama!
Até a próxima!

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19 de setembro de 2009 23:11

Sem dúvida é proteção/prevenção. Um abraço. Drauzio Milagres.

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20 de setembro de 2009 09:41

Olá Drauzio, como vc diz sem dúvida é proteção, no entanto é proteção sob que aspecto? Físico? Será que olhando e ENTENDENDO proteção e principalmente o termo prevenção apenas no âmbito sexual/físico isso nos basta?

Abraço...

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21 de setembro de 2009 00:08

Existem outras maneiras de iniciar a sexualidade para as crianças e adolescentes nas escolas, aqui no MS, a sexualidade, dst, e outros temas relacionados fazem parte do referencial curricular de ciencias de todos os anos letivos do ensino fundamental... Garantindo assim um embasamento cientifico

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21 de setembro de 2009 08:13

Olá Biosfera, com isso vc mostra que há uma preocupação digamos... mais inteligente nas escolas de MS quanto a sexualidade dos jovens, ou seja, talvez por lá eles tenham entendido que a sexualidade é um fator COMPORTAMENTAL!E como tal, deve ser tratado progressivamente.

Abraço...

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